Táxi autônomo da Waymo já roda sem motorista e muda o futuro do transporte
Serviço funciona como um Uber sem motorista e já está disponível para testes com usuários reais
13/02/2026 | Por: xataka.com
A Alemanha encontrou uma solução ousada para enfrentar um dos maiores desafios da expansão das energias renováveis: a falta de espaço disponível em terra firme. Para acelerar a transição energética e cumprir metas climáticas, o país passou a instalar painéis solares flutuantes em lagos artificiais formados por antigas minas e pedreiras, transformando áreas industriais desativadas em fontes de energia limpa.
O projeto começou na pedreira de Starnberg, na Baviera, onde um lago foi convertido em um parque fotovoltaico inovador, combinando tecnologia, sustentabilidade e reaproveitamento ambiental.
A estrutura impressiona: cerca de 2.500 painéis solares flutuantes foram instalados verticalmente sobre a água, formando espécies de passarelas solares. O sistema gera aproximadamente 1,87 MW de energia, suficiente para reduzir significativamente o consumo elétrico industrial local.
Diferente dos modelos tradicionais, os painéis foram posicionados na vertical, voltados para leste e oeste. Essa configuração permite maior geração de energia no início da manhã e no fim da tarde, períodos em que a demanda elétrica costuma ser mais alta, complementando os sistemas convencionais que atingem pico ao meio-dia.
Os resultados já são expressivos: a usina de britagem associada ao projeto deixou de comprar entre 60% e 70% da eletricidade que utilizava anteriormente.
Apesar do tamanho da instalação, apenas 4,6% da superfície do lago foi coberta pelos painéis, percentual bem abaixo do limite de 15% estabelecido pela legislação alemã de recursos hídricos. A estratégia permite a entrada de luz e oxigênio na água, preservando o equilíbrio ambiental.
Observações iniciais indicam que a fauna local passou a utilizar as estruturas como abrigo e áreas de nidificação, sugerindo adaptação positiva do ecossistema ao novo ambiente.
Como estruturas flutuantes são vulneráveis a ventos fortes, a empresa responsável desenvolveu a tecnologia Skipp-Float, que utiliza uma quilha subaquática de 1,6 metro para garantir estabilidade, funcionando de forma semelhante a um veleiro.
O projeto não é apenas experimental. Segundo os desenvolvedores, os resultados positivos já motivam planos de expansão: primeiro dobrando a capacidade energética e, posteriormente, levando a tecnologia para ambientes marítimos, onde as condições são mais severas.
Modelos semelhantes já começam a ser aplicados em larga escala na China, indicando que a energia solar flutuante pode se tornar uma tendência global na geração renovável.