03/11/2025
A Polícia Federal coordena um esquema especial de segurança aérea durante a COP30, realizada em Belém, com o objetivo de impedir o uso irregular de drones nas áreas onde estarão o presidente da República, chefes de Estado e delegações internacionais. A operação envolve monitoramento, identificação e neutralização de aeronaves não tripuladas que possam representar risco à segurança do evento.
A estratégia é operada a partir do Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas, uma estrutura que reúne equipes da Polícia Federal, Exército, Marinha, Força Aérea e outros órgãos de segurança pública. O centro monitora o espaço aéreo de pontos considerados sensíveis, como o Aeroporto Internacional de Belém, o Parque da Cidade, os portos de Miramar e Outeiro, além dos locais de circulação do presidente e demais autoridades.
O sistema utilizado é capaz de detectar drones em um raio de até dez quilômetros, analisando altura, direção, velocidade e padrão de comunicação. Em alguns casos, a tecnologia também consegue identificar a localização do operador responsável pelo equipamento.
Para neutralizar aeronaves suspeitas, a Polícia Federal utiliza dois tipos de recursos. O primeiro permite assumir o controle do drone e obrigá-lo a pousar ou retornar ao ponto de origem. O segundo consiste em bloqueadores de sinal, que interrompem a comunicação entre o piloto e o aparelho, forçando a perda de controle.
Entre os equipamentos empregados está o DroneGun Tactical, um dispositivo de uso portátil semelhante a um rifle, que pesa cerca de sete quilos e pode ser operado por um único agente. O equipamento é capaz de interromper o sinal de drones a até dois quilômetros de distância, fazendo com que o aparelho pouse de forma controlada ou retorne ao local de decolagem. O kit que acompanha o DroneGun também possui um rádio integrado, capaz de detectar e localizar drones e operadores em um raio de até quatro quilômetros. Esse tipo de tecnologia já foi utilizado em outras operações do governo federal, como a posse presidencial em Brasília.
Durante a COP30, o uso de drones só será permitido mediante autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Os operadores devem registrar a aeronave, possuir habilitação válida e apresentar plano de voo. O uso irregular pode resultar em apreensão do equipamento, multa e responsabilização legal.
A adoção de sistemas anti-drone em grandes eventos já é considerada uma medida de segurança essencial em todo o mundo. Além de transmissões aéreas não autorizadas, drones podem ser utilizados para espionagem, transporte de objetos ilegais ou tentativa de ataque. Por isso, a operação da Polícia Federal em Belém representa uma camada estratégica de proteção para autoridades, delegações e público.
Para mais conteúdos sobre tecnologia, segurança e inovação, acesse: www.ocriadordofuturo.com.br
Informação preparada para quem acompanha o futuro antes dele acontecer.