08/10/2025
((Imagem: Hadrian/ Shutterstock))
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deu um passo histórico rumo ao futuro da conectividade no Brasil. A partir de 28 de outubro de 2025, a agência implementará novas regras de licenciamento que permitem a oferta de internet e telefonia via satélite com uma única licença.
Na prática, essa mudança coloca a Starlink, empresa de Elon Musk, em posição de destaque para oferecer internet via satélite diretamente para celulares, usando a tecnologia Direct to Device (D2D) — sem necessidade de torres ou antenas terrestres.
Essa evolução marca o início de uma nova era da conectividade móvel, prometendo levar internet a locais remotos, fazendas, embarcações e áreas onde hoje o sinal de operadoras tradicionais simplesmente não chega.
A Anatel extinguiu a licença de telefonia via satélite (SGS) e a integrou à licença de telefonia móvel (SMP). Isso simplifica o processo e permite que empresas como a Starlink operem com menos burocracia e mais flexibilidade.
Com a licença SMP, a Starlink poderá oferecer internet via satélite diretamente para smartphones, inaugurando no país o modelo D2D (Direct to Device). Essa tecnologia permite comunicação direta entre celulares e satélites, sem intermediários.
A Anatel também autorizou a operação de 7.500 satélites de segunda geração da Starlink. Esses satélites têm mini antenas capazes de se conectar a smartphones comuns, sem precisar de equipamentos adicionais.
A medida da Anatel encerra o monopólio da conectividade satelital tradicional, abrindo espaço para uma disputa global por usuários brasileiros.
Concorrência em alta: Outras empresas de internet via satélite já se movimentam para lançar seus serviços no Brasil.
Benefício ao consumidor: Com mais competição, espera-se melhores preços, maior cobertura e serviços inovadores.
Novas oportunidades: O agronegócio, a educação a distância, a telemedicina e o setor marítimo poderão ser os grandes beneficiados pela expansão do sinal via satélite.
Apesar das mudanças animadoras, alguns pontos ainda dependem de ajustes e testes:
Regulamentação do D2D: A Anatel deve criar um sandbox regulatório, permitindo que empresas testem o modelo antes da liberação total.
Compatibilidade dos aparelhos: Os celulares precisarão ser compatíveis com o sistema D2D — que inicialmente permitirá envio de mensagens de texto e localização, evoluindo depois para dados e voz.
Aprovação final dos satélites: Cada modelo de satélite de segunda geração precisa ser autorizado individualmente para operação comercial no país.
Segundo Junior Borneli, CEO da StartSe, a decisão da Anatel abre portas para um ecossistema de inovação que vai muito além da Starlink. “Essa simplificação de licenças acelera testes e cria oportunidades reais para o agronegócio, saúde e educação em regiões isoladas”, destaca.
A internet via satélite direta em smartphones é um passo essencial para conectar o Brasil real — aquele que está fora dos grandes centros, mas que agora pode estar mais perto do futuro digital.
Fique ligado no futuro da conectividade!
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